

O cérebro alterado tem diagnóstico. E tem tratamento.
O psiquiatra identifica as alterações neurobiológicas causadas pelo uso de substâncias e conduz o protocolo clínico desde a desintoxicação até a estabilização do humor — com medicação prescrita, monitorada e ajustada.


/ Diagnóstico neurobiológico
Substâncias alteram neuroquímica. O diagnóstico começa aí.
A dependência química produz mudanças documentáveis nos sistemas de recompensa, regulação do humor e controle de impulsos. O psiquiatra avalia essas alterações com rigor clínico — não como falha moral, mas como patologia tratável.
O diagnóstico diferencial inclui transtornos associados — ansiedade, depressão, psicose induzida — que coexistem com a dependência e exigem tratamento simultâneo para que a recuperação seja sustentável.
Fissura, abstinência e humor: três alvos clínicos, um protocolo.
A farmacoterapia atua em três frentes simultâneas. Anticraving reduz o desejo incontrolável pela substância ao nível neurobiológico. Estabilizadores de humor e ansiolíticos estabilizam o estado mental durante a desintoxicação.
A dosagem é ajustada continuamente com base no monitoramento clínico do paciente — não em protocolos fixos. Cada esquema terapêutico é prescrito, revisado e documentado pelo psiquiatra responsável durante todo o período de internação.
A avaliação psiquiátrica
O psiquiatra conduz uma triagem para mapear o histórico de uso, os transtornos associados e o estado de abstinência atual.
